O Naguinata é uma arte marcial originada nas forças de guerra da era medieval e é muito próxima do Kendô, tanto em suas origens como em sua prática.
Existem, seguramente, mais pontos em comum entre as duas do que diferenças fundamentais.

A proteção do praticante do Naguinata é a mesma do kendoka, apenas com um proteção a mais, na tíbia: Sunê e a luva: Kotê que é dividida: o indicador é separado para melhor manejo da arma.
Entretanto, é arma que diferencia o Naguinata do Kendô. A arma utilizada no Naguinata é uma espada em forma de foice com cerca de 2,25m de comprimento e leva o nome dessa arte, ou seja Naguinata.

O Naguinata-justu é a técnica do foice de guerra.
Os monges guerreiros, os Yama-Bushi, foram os primeiros a utilizar essa arma no Japão, a fim de assegurar a proteção dos santuários contra os bandidos.

Estes famosos Yama-Bushi (guerreiros da montanha) eram o monges budistas que viviam nas encostas do Monte Hiei.
Eles eram organizados em orden militares, como os Templários ocidentais, afim de assegurar a proteção dos santuários contra os bandidos. Os Yama-Bushi foram combatentes formidáveis, alcançando muito cedo altos lugares nas Artes Marciais, reputados em todo Japão, tanto que muitos samurais iam até seus monastérios para se instruírem e aperfeiçoarem.

O cérebre monge Musashibo Benkei, companheiro do herói mais popular da história japonesa, Yoshitsune, entrou para a lenda com seu Naguinata na mão, tendo vencido mais de mil adversários. Um outro monge, do século XII, Tajima – "o Cortador de Flechas", atravessou, são e salvo, uma ponte varrida por flechas voadoras, ceifando-as com seu Naguinata.

Até o século XVI a infataria utilizava o Naguinata para cortar as pernas dos cavalos e a cavalaria, para cortar o inimigo de longe.
Em seguida, o emprego desta arma generalizou-se pelas casas dos samurais de todas as categorias.

Com o aparecimento das armas de fogo, o Naguinata deixou de ser utilizado nos combates, mas manteve seu lugar de honra nas casas aristocráticas, onde era usado pelas esposas e filhas dos samurais na defesa os seus lares.
É até hoje no Japão a primeira Arte Marcial feminina.

No século XVI as armas de guerra foram oficialmente interdiatadas ao povo, mesmo aos monges, afim de assegurar o domínio da aristocracia Bushi. Mas uma tradição marcial tenaz encorajada pela insegurança da época continuou sobrevivendo nos vilarejos, cidades e nos monastérios.

Entre 1603 e 1867 – período Edo, o Naguinata foi praticado pelas esposas e filhas dos samurais, não somente para auto-defesa, mas como um método de treinamento moral. A arma tornou-se decorativa, com fino acabamento em laca dourada, e era levada como dote pelas noivas aristocráticas.

Nessa época foram, também, criados diversos estilos de luta com o Naguinata.

Durante a Era Meiji – 1868 – 1912, o Naguinata foi praticado com caráter de desenvolvimento pessoal – Budô, ou militar – Bujutsu. Foi também introduzido no currículo das escolas públicas, como disciplina escolar.

As primeiras associações para a prática do Naguinata formaram-se a partir de 1950, congregando mais de 15 estilos diferentes.
Em 1953 foi instituída a ZEN NIPPON NAGINATA RENMEI - Confederação Japonesa de Naguinata, que regulamentou o estilo oficial dessa arte, reunindo as técnicas dos diversos estilos existentes.
Os estilos mais conhecidos de Naguinata atualmente são o Tendô Ryu e o Jiki Shinkague Ryu.
Em 1990 foi criada a International Naguinata Federation – I.N.F., que congrega vários países e está divida em três seções : Japão, Europa e Américas.
No Japão o Naguinata é regido pela All Japan Naginata Federation.

A Federação Japonesa de Naguinata tem atuado com o seguinte conceito e princípio

Conceito do Naguinata

Visa promover a harmonia entre a mente e o corpo através do treinamento.

Princípios de Orientação

Através da orientação correta do Naguinata procura-se o aperfeiçoamento da técnica, cultivar o espírito, aumentar a vitalidade e também :